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Estudo Bíblico: Cartas Pastorais Lição 7 A FORÇA DA GRAÇA

A FORÇA DA GRAÇA

Versículo Chave

“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (2Timóteo 2.1).

Lição 07

Objetivos da Lição

Mostrar que o crente deve se fortificar na graça de Jesus para vencer;

Explicar o significado de cada uma das figuras relacionadas ao servo de Deus;

Ensinar que o crente deve estar diante de Deus, aprovado.

Culto Familiar

Segunda – (2Samuel 22.40-51) – Força para o bom combate

Terça – (Romanos 5.17-18) – Força para vencer as trevas

Quarta – (1Coríntios 2.1-4) – Força para a boa instrução Quinta – (2Coríntios 12.9-10) – Força na fraqueza

Sexta – (2 Pedro 1.19-21) – Força na fidelidade da Palavra

Sábado – (2 Timóteo 2.1-26) – Força no ministério

SUGESTÃO DE HINOS    -  181 – 205 – 523  (Harpa Cristã)

2Timóteo 2.1-26

1 – Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.

2 – E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.

3 – Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. 4 – Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim deagradar àquele que o alistou para a guerra.

5 – E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente. 6 – O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.

7 – Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo. 8 – Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho;

9 – pelo que sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.

10 – Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.

11 – Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos;

12 – se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará;

13 – se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo. 14 – Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para

perversão dos ouvintes.

15 – Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

16 – Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. 17 – E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu

Fileto;

- os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns.

- Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.

- Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.

- De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra.

- Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.

- E rejeita as questões loucas e sem instrução, sabendo que produzem contendas.

- E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;

- instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade

- e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em cuja vontade estão presos.

INTRODUÇÃO

Paulo, o apóstolo, foi morto por volta do ano 67 d.C. quando se encontrava preso, pela 2ª vez, na cidade de Roma (Itália) devido à primeira perseguição contra a Igreja liderada por Nero, o sexto imperador romano. E foi neste contexto de perseguição, que ele escreveu esta última carta para encorajar seu filho na fé, Timóteo, que pastoreou as igrejas em Éfeso até o ano 97 d.C. aproximadamente, já sob o domínio do imperador Domiciano, quando foi espancado pelo povo pagão devido às suas extensivas exortações contra a idolatria, morrendo dois dias depois. Creio pelo relato histórico, que Timóteo encontrou forças verdadeiramente na graça do Senhor para dar prosseguimento em seu ministério como Pastor

e Mestre na região sob a qual ficara responsável.

Graça é favor de Deus para com o homem independentemente do seu merecimento. Mas, neste contexto, vemos que a Graça vai além, pois passa a ser a força motriz sustentadora nas dificuldades e que nos impulsiona diante dos desafios a serem transpostos. Deus disse ao apóstolo Paulo “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.9). Paulo esperava ver Timóteo fortalecido no Senhor. Deus quer ver seus filhos fortalecidos em sua Graça.

Encontramos aqui pelo menos três razões bíblicas que justificam este mandamento de Deus para os seus filhos.

I – FORTALECIDO PARA O MINISTÉRIO (vv. 1-10)

Todos os servos do Senhor são verdadeiros obreiros, apesar de nem todos serem reconhecidos oficialmente pela igreja. Exercermos a nossa vocação e dom não é assim tão simples, há um esforço adicional necessário e que só seremos capazes mediante a Graça de Deus. O esforço físico e mental é humano, mas a força espiritual vem do Senhor. Vejamos algumas atribuições ministeriais:

1. Capacitação de obreiros para o Ministério – Levantar no meio da congregação homens de Deus, cheios do Espírito Santo, fiéis e idôneos para a obra, não é tarefa fácil, que acontece somente com a imposição de mãos, não há mágica. Sabemos que é Deus quem capacita e dá o crescimento, mas a responsabilidade de encontrar, de aconselhar, de ensinar e de treinar é da liderança, e isso requer tempo, tempo de Deus e disciplina (At 6.3). A escola de profetas ainda é necessária! Timóteo após ser um cooperador da boa obra, agora com a ausência de Paulo era o responsável por esta tarefa, na região em que se encontrava – Éfeso, e da mesma forma como ele fora ordenado (o dom por imposição de mãos), deveria ordenar a outros (2Tm 1.6-7).

Suportando as adversidades no Ministério – A primeira luta pela qual passamos é contra nós mesmos. Não podemos estacionar na comodidade, estamos aqui para servir com autoridade e amor. Achamos que o dom é o último estágio, na verdade, é apenas o princípio (1Tm 4.14). A segunda é contra as falsas doutrinas e movimentos que aparecem dentro da própria igreja. E a terceira são as perseguições e as más influências que vêm da sociedade em que estamos inseridos, local e mundialmente. E nesta carta há três figuras que nos ilustram como devemos agir diante destas adversidades, falemos ao menos de uma delas: “O bom soldado”: obedece ao seu comandante e jamais o deixa (Lc 7.8); não se envolve com as coisas da vida, a fim de não prejudicar sua vida espiritual; treina repetidas vezes, objetivando a vitória na batalha; o despojo (frutos) entrega ao seu rei. O nosso Rei Jesus Cristo.

Alcançando os Eleitos por meio do Ministério – O nosso serviço na casa de Deus deve, direta ou indiretamente, atingir as pessoas que estão afastadas do Senhor a se converterem dos seus maus caminhos e a terem um encontro real com Jesus Cristo (At 23.11). Vemos aqui a meta para qualquer serviço, qual seja, alcançar os perdidos, sacá-los do laço do inimigo, discipulá-los, levá-los às águas batismais e continuar ensinando, não mais com “leite”, até ele (a) estar individualmente pronto e consciente de seu ministério e serviço (Hb 5.13-14)

II – FORTALECIDO PARA NÃO SE

CORROMPER (VV. 11-13)

Mantermos-nos fiéis em tempo de infidelidade generalizada parece impossível, mas Paulo usou o melhor exemplo de fidelidade e confiança a fim de convencer Timóteo de que observar a Palavra de Deus é o melhor a fazer.

A Palavra é incorruptível – Isto significa que ela é digna de confiança, não mudará e não deixará de ser cumprida ao seu tempo (Nm 23.19). A Bíblia é a autoridade máxima e verdadeira, pois é inspirada Deus. Esta já é fortalecida por si só e, portanto, inquestionável. Infelizmente alguns, não de dentro da igreja, mas fora dela, fazem mal uso, intencionalmente ou não, e a interpretam erradamente. Satanás tentou a Jesus, usando-a ludibriosamente para enganá-lo (como se isso fosse possível), mas o Senhor o repreendeu utilizando a autoridade da Palavra e calou o pai da mentira (Mt 4.1-11). Muitos males não teriam poder sobre nós, se usássemos a força da Palavra de Deus.

O Ministro deve ser incorruptível – Não ceda! Não ceda aos apelos seculares, aos movimentos religiosos passageiros, à ostentação de poder e nem a nada, esquecendo-se dos princípios bíblicos, e até mesmo às divisões

de palavras, com tolas discussões (1Tm 1.4; 4.7) que trazem rivalidade e devem ser evitadas: “… antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1Co 1.10 – ARA). Deus tem um propósito sublime para a sua vida seja fiel à sã doutrina. Esforce -se, confie na graça do Senhor e siga adiante. Mesmo sabendo que terá um aparente “prejuízo”, o caminho de Deus é sempre o melhor. Portanto, vigiai, esteja atento ao propósito de Deus para a sua vida!

III – FORTALECIDO PARA A APROVAÇÃO (VV. 14-15)

Esta aprovação está relacionada à autoridade no ministério. Deus tem muito mais para nos dar a Seu tempo. Buscai a aprovação de Deus e Ele te dará aprovação diante dos homens. Esta busca deve ser incansável.

Aprovação no ministério – Quem aprova o seu serviço é Deus. Portanto, se foi feito com amor, dedicação e para o Senhor, não há do que se envergonhar. Alguns têm vergonha diante de Deus, mas não têm diante dos homens. Estes são sepulcros caiados, não permanecerão (Mt 23.27, 3; 2Pe 2.3). Tudo o que se faz passa pela a aprovação do Senhor: o serviço, o evangelismo, a profecia, a contribuição, o ensino. Seja o que for, faça para Deus (Cl 3.17)! Devemos, sim, buscar esta aprovação e, também, melhorar o nosso serviço, pois isto trará benefícios para a igreja do Senhor. Dedique-se mais e Deus lhe dará o progresso espiritual (Fp 3.13).

Aprovação ao manejar a Palavra – A Palavra de Deus é a espada do Espírito (Ef 6.17b). Portanto, é necessário que todos que amam a Cristo utilizem-na adequadamente. Tanto os que pregam às multidões quanto os que falam a uma só pessoa necessitam da aprovação advinda do Senhor a fim de plantarem a semente e darem frutos. Como uma espada ela deve ser manejada para atacar a fim de destruir o pecado (Hb 4.12), mas também para defender, ou seja, o servo bom e fiel deve conferir tudo sem dar chance a uma má interpretação (At 17.11). O bom ensinador demonstra habilidade quando apresenta a Palavra ao ouvinte conforme a sua maturidade e necessidade (Ed 7.25).

CONCLUSÃO

Vimos neste estudo que o requisito para se fortalecer na graça não se limita apenas à presença do Espírito Santo. Deve-se também ser fiel ao Senhor, a si mesmo e ao próximo (família, igreja e sociedade). E isto implica em ser prudente e organizado, honrando cada compromisso (Mt 5.37). Também deve ser idôneo para ensinar, sem envolvimento em atividades duvidosas, que venham a atrapalhar a função de testemunha viva da Palavra. A prática deve vir antes do ensinar, pois o ensinador envolve-se com pessoas e o melhor

recurso didático é a sua própria vida, seja um exemplo! Era isso que Paulo esperava de seu filho na fé, Timóteo, e Deus espera de mim e de você!

Para reflexão:

Você tem buscado na graça de Deus a força necessária?

Em seu ministério você tem buscado dar frutos?

Você tem se esforçado em manejar habilmente a Palavra de Deus?

Questionário para avaliação e debate:

O que significa ser idôneo?

O que é uma palavra fiel?

O que é um obreiro aprovado?

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