≡ Menu

Ilustração: Sermão Escrito e o Trovão

Sermão Escrito e o Trovão

Certo ouvinte, entusiasmado com a pregação de um famoso prega­dor, perguntou-lhe se poderia ter o privilégio de mandar imprimir a pregação que acabara de ouvir. “Sim”, respondeu o pregador, “contanto que você também mande imprimir o trovão”. Mas isso é impossível!

Podemos imprimir o registro escrito do que o pregador disse; mas não a luz dos olhos, o brilho da face, a curva que a mão descreve, a atitude do corpo, a musicalidade da voz. Quando registramos o tema, as divisões e parágrafos e até as mesmas palavras que foram ditas, não temos o pregador. Tudo o que podemos dizer de um sermão impresso é o que Jó disse acerca da majestade do Criador: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder?” (Jó 26.14). Quanto maior o pregador, maior o contraste entre o registro escrito e o sermão falado. Lemos que milhares de pessoas se apinhavam para ouvir extasiadas as pregações de Whitefield e, depois, nos perguntamos o que produzia tal impressão nas pessoas, quando temos em mãos um dos sermões de Whitefield. O trovão e o raio se foram.

Ler um sermão célebre é como visitar a cena de um grande acon­tecimento na história. Especialmente proveitoso para os pregadores é a leitura dos sermões feitos pelos filhos do trovão do púlpito do passado. Na qualidade da mais nobre paixão da terra, pregar é também uma grande arte. Toda a glória e fascínio do púlpito cristão surge diante de nós ao lermos as declarações dos profetas de Deus que argumentavam com homens acerca da justiça, temperança e julgamento futuros

Comments on this entry are closed.