SERMÃO A FIDELIDADE

A FIDELIDADE
João Korps

“Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. – Apoc. 2:10.
A fidelidade é a observância exata da fé que uma pessoa professa. Cumprindo as obrigações assumidas, não por força, mas por afeição voluntária. É cumprimento escrupuloso dos compromissos aceitos.
Sem essa fidelidade, os tratos recíprocos da vida transformam-se em farrapos de papel… Sem essa felicidade, o homem perde a confiança na sociedade e cria dúvidas no caminho da vida. Na vida espiritual dá-se o mesmo, e por isso a razão da divina advertência: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.”
Todos prometem a fidelidade na ocasião do trato; e cumprimento fiel, na ocasião da assinatura do pacto. A maioria, entretanto, não continua fiel aos deveres assumidos na vida cristã.
Encontramos um dos mais perfeitos exemplos de fidelidade na vida de Daniel e seus amigos.

I – Fidelidade na pureza.

“E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei”. (Dan. 1:8). Daniel e seus três amigos voluntariamente levaram a sério esse compromisso de fé.
É o compromisso de pureza mental e espiritual. Era uma resolução difícil entre os jovens da corte real em Babilônia. Como prova de sua fidelidade, os seus semblantes tornaram-se mais belos depois de dez dias (1:15). Essa pureza era a base de sua glória posterior em Babilônia e na presença de Deus.
Os jovens de hoje, os que renunciam voluntariamente aos pratos da vaidade miraculosa deste mundo, receberão também glória permanente diante de Deus. Esaú vendeu a sua primogenitura por um prato de lentilhas de prazer carnal e momentâneo, chorando depois amargamente.

II – Fidelidade na piedade.

A piedade é “o princípio da sabedoria”. Daniel ficou fiel no temor à Deus. O resultado dessa piedade logo se confirmou: “Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite. Então Daniel louvou o Deus do céu” (Dan. 2:19). A fidelidade a Deus levou-o à sabedoria que nenhum dos caldeus pudera adquirir com a inteligência humana. Os fiéis e os humildes recebem visões do céu como está escrito: “… e os vossos jovens terão visões …” (At. 2:17). E Paulo disse: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (At. 26:19; Mat. 11:25).
Pela fidelidade na piedade, Daniel sobrepujava a todos os sábios de Babilônia. O próprio rei o afirmou assim: “Certamente o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis e o revelador dos segredos, pois pudeste revelar este segredo” (Dan. 2:47). Os homens tementes a Deus são fiéis nos seus cargos e compromissos e eles recebem honras de seus superiores, assim como José no Egito, o qual, pela sua fidelidade em piedade chegou a ser vice-rei do país (Gên. 41:38-46).
Se você quer ser honrado diante de Deus, você deve renunciar às honrarias humanas e não temer a perda do teu emprego, se deve negar à voz da tua consciência!

III – Fidelidade contra a idolatria.

Sadraque, Mesaque e Abede-nego enfrentaram a morte certa pela sua fidelidade.ao Deus vivo. A fornalha estava sete vezes mais quente para eles (Dan. 3:17-19). Pela sua fidelidade e piedade no meio de idólatras, o próprio Filho de Deus estava com eles no freio de chamas devoradoras (24-26). Libertados da fornalha ardente, proclamaram altissonantes o Deus vivo e verdadeiro em todo o Império Babilônico (V. 29-30).
Os fiéis a Deus, que não se submetem à escravidão da idolatria, da riqueza humana e não se inclinam diante da vaidade carnal, serão honrados e reinarão com Cristo: “Se sofrermos, também com Ele reinaremos; se o negarmos, também Ele nos negará” II Tim. 2:12. (Cf. Ap. 2:25-28; 3:21;5:10; 20:6).

IV – Fidelidade na pregação.

Diante da luxúria de Belsazar, estando na posição honrosa, Daniel sem rodeios permaneceu fiel na declaração contra os pecados do rei (Dan. 5:18-28). Esta fidelidade imediatamente foi recompensada da parte do rei e de Deus (Dan. 5:29).
Hoje em dia, muitos temem anunciar a verdade clara, por causa da amizade pessoal. Por causa dos cargos e posições lisonjeiam uns aos outros e por fim caem na desonra diante de Deus.
A palavra de Deus é como uma espada e como martelo (Jer. 23:29; Heb. 4:12).

V – Fidelidade na oração.

Os inimigos de Daniel, não podendo achar o motivo de acusação contra ele, procuravam acusá-lo no seu culto de adoração: “Então estes homens disseram: “Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.” (Dan. 6:4).” Daniel com mais fidelidade orava, abrindo a sua janela para o lado de Jerusalém (6:10). Pela sua fidelidade, os príncipes invejosos determinavam entregar o corpo de Daniel como alimento para leões famintos (6:17-18). Os leões recusavam despedaçá-lo. Um amigo fechou a boca dos animais ferozes e Daniel saiu ileso (Dan. 6:20-23),
“Orai sem cessar!” (I Tes. 5:17). Não temais os homens ferozes e invejosos, sereis salvos pela vossa fidelidade como Paulo disse: “Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me… e fiquei livra da boca do leão!” II Tim. 4:17.

VI – Fidelidade na profecia.

Sendo fiel em tudo, Deus confiou-lhe também os vaticínios sobre os quatro reinos mundiais (Babilônico, Medo-Persa, Grego-Macedônico e Romano). Recebeu claras revelações do reino de Messias, que seguiria logo ao quarto rei (Dan. 7:9-18, 27). Estas profecias para Daniel eram seladas (Dan. 12:4,9), mas para os nossos dias reveladas (Apoc. 22:10). São palavras fiéis e afirmadas com juramento divino ( Dan, 12:7; Apoc. 19:9; 21:5; 22:18,19). Estes vaticínios sobre os quatro reinos foram repetidos por quatro vezes em quatro modos diferentes. Para os estudiosos e interessados deixamos as passagens:
Primeira vez no sonho de Nabucodonosor: – Dan. 2:38-44.
Segunda visão. Dan. 7:2-8.
Terceira vez. Dan. 8:20-24.
Quarta revelação – Dan. 11:2-5. Sempre terminando com o quarto, como um rei duro, como de ferro esmagando tudo, que será Anticristo (2:40. 7:23, 8:24; 11:22). Logo depois começa o reino do Filho de Deus (2:44; 7:27).
Se somos fiéis na pureza, na piedade, na divulgação fiel do Evangelho, na oração, também seremos fiéis nas coisas Escatológicas, como o foram Cristo e os Apóstolos! Mat. 24 a 25; I Tes. 4:13-5:1-6; II Tes. 2:1-12; II Ped. 3:1-14; Apoc. 5 a 22.
Quem é pois o servo FIEL E PRUDENTE, que O SENHOR CONSTITUIU sobre a sua casa, para dar sustento a seu tempo, ”bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim!” (Mat. 24:45-51).

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